sexta-feira, 21 de julho de 2017

A ROSA DO AMANHÃ














Quando o acaso chegar
E banhar o teu véu acariciado pela aventura
De ser humana a condição lavrada
Nas têmperas das dores vividas,
Lembrarás, inevitavelmente,
Dos amores por um dia perseguidos
Numa juventude da flor da mocidade,
D’um outrora jamais esquecido.
E te contaminará de uma arrebatadora
Saudade de um tempo em que a maldade
Não abrigava nossos corpos impunes!
Íamos tão felizes sem o perceber...
Sendo que se esvaía o melhor do fruto
Com sabores finitos... De um gosto,
Que nunca e jamais apreciaríamos:
Este desejo infinito que foi as nossas vidas!

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Rouxinol dos cantos esquecidos....





























À

Liu Xiaobo

Prêmio Nobel da Paz










Entre os campos embevecidos,
E ao longe, dias não vividos:
Onde a paz entre os humanos
Não ecoa ao passar dos anos.


Nestes tempos incompreensíveis,
Nos vales dos sonhos impossíveis,
Entre falésias entorpecidas,
Esperanças desaparecidas.


Preenchendo este vasto vazio,
Como se fosse nosso martírio
De desejar aquilo ao longe,
Como sendo solitário monge.


Vem o mistério do infinito
Renascer no nosso espírito,
De emoções do indefinível,
Momento nosso indissolvível

http://nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/2010/xiaobo.html#



Luis Antonio Rossetto é Registered &

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sábado, 27 de maio de 2017

O por vir...

















Bons tempos foram aqueles 
Que perseguíamos os amores... 
Em sua magnitude; Sempre a sorrir!

 Roubávamos sem pressa as flores
 E  as distribuíamos à todos os afetos
 Pelo caminho inesperadamente a perseguir...

Não havia nenhum tipo de rancores 
Nenhuma espécie de dores sempre 
era uma infinita primavera a surgir! 

 E seguíamos alegres em sua plenitude! 
Não havia o receio, nem fugia o tempo... 
Tudo era eterno naquele momento! 

 Se foram as flores e todos os amores 
 Ficando estas parcas lembranças 
 Com estas poucas o palavras, num singelo poema: 

Que algum dia, quem sabe... Será lido! 
 E ao declamá-los em voz candente
 Virá à tona a saudades de um tempo: 

Que surgirá instantaneamente, 
Assim de repente, quem sabe: 
deveras mente o por vir!








Saudades do futuro...









                   











 Ao Poeta Fernando Oliveira






Já pensei reimplantar o futuro*
Reinventar a tão esperada esperança...
Ampliar, inexoravelmente, os horizontes
Alargar os espaços, que hoje são tão findos
Difundir no agora, sem o medo: a alegria
E desvendar o sentido exato da paz!

Indubitavelmente...
Com isso, reconstruiremos
Os nossos sonhos, os sorrisos,
Até aquele beijo roubado.
Todos renovaremos os espíritos
Sem distinção, pois aqueles que crêem
Encontrarão a razão de seguir o caminho...
As pegadas no chão: rumo a rota estelar;
- Deixando a obsoleta matéria à beira do destino!

E definitivamente...
O universo entrará em comunhão,
E a natureza atingirá sua perfeição,
Com uma infinta justiça derramada
Em todos os cantos e rincões da Terra!
Mas nada... Nada disso importa:
Se não nos dermos as mãos,
Se não tiver você em meu coração.


*trecho poema de Fernando Oliveira

segunda-feira, 28 de março de 2016

Ao salpicar o céu da boca com o gosto inesperado da fruta...





Hão de perpetuar nossas canções ao passar dos dias...
Penetrando nos rincões os suaves acordes de nostalgias,
No cair do orvalho, como crisântemos, feito lágrima límpida.
Não serão em vão os sonhos que por ora parecem mera ilusão
De quem espera demais a verdade incrustada num carvão-pedra...
Lapidando-se ao passar dos tempos, esquecido num pedaço de chão,
E, quem sabe, inevitavelmente, sonhando ser diamante algum dia.
Posto o destino, como fugaz desencontro, a lavrar os campos,
Com o nosso suor que jamais seca com o romper da alvorada,
Tornando nossa espera menos rude ao arar a terra bruta!
Onde só terá lugar para a contemplação das coisas boas,
Nestes promissores dias, a canção nova será deveras,
Algo assim, diferente de ser eternamente triste: 
Com mais purezas, ricas e infalíveis melodias,
Como a fluidez de torrentes águas cristalinas!
Pois tudo se torna sagrado e, com isso,
Quem dera, vem... Contagia-nos...
E simplesmente fica!

domingo, 27 de dezembro de 2015

Há um compasso de espera no coração....




















Há um tempo de nascer, outro de morrer...
E no lacônico intervalo, o resistir!
Onde os corpos se encontram aflitos
Procurando o amor no entender dos fluidos.
Há um tempo de crescer, outro de aprender....
Conhecer o amor em sua plenitude,
E fazê-lo, sempre, seu perene abrigo!
Há um tempo de ganhar, outro de perder...
E de fazer, sem querer, da esperança:
Seu modo peculiar cotidiano de vida!
Há um tempo de chegar, outro de partir...
Sendo que aquilo que vivemos com ardor,
No passar das breves estações, fica
Nas boas lembranças que se leva consigo!
Há um tempo de cultivar, outro de ceifar...
De valer todo o suor por ter arado a terra;
Semeando os sonhos e vendo-os refletidos
No sorriso descontraído e sem pressa do filho.
Há um tempo de florir, outro de renunciar...
Onde a seiva da vida ainda nos possui,
Sendo um néctar precioso que se esvai...
E, inefavelmente, um dia finda!