sábado, 21 de agosto de 2021

SOU COMO O ORVALHO QUE CAI...


 



 

Sou como o orvalho que cai

Todas as manhãs, desatento...

Onde principia o elo do destino

E se fundem os caminhos,

Das horas já escritas

Por alguém que um dia hei de conhecer!

Consome-se o raro e finito perfume,

Sendo que no final venho alcançar

Sua fugaz plenitude que sentia distraído

Sem que eu sequer percebesse.

Fico imenso como um dia em pleno sol,

Que esvai no cair da tarde

Trazendo a esperança de tornar a vê-lo,

Todas as manhãs desfazem o orvalho

E nos fazem renascer!

           Sou como o orvalho que cai

              Todas as manhãs, desatento... 




imagem: https://praticados21dias.blogspot.com/2013/01/esta-jubilosa-gota.html?m=0 

 


quarta-feira, 18 de agosto de 2021

saudade


SAUDADE
Sigo neste quimérico caminho... contra os ventos!
Na incessante busca, da minha eterna companheira: a saudade.
Que faz sua morada numa esquina longínqua...
Das lembranças dos meus bucólicos pensamentos.

Picture: Figura só, Tarsila do Amaral, 1930




quinta-feira, 9 de julho de 2020

saudades do futuro













Já pensei reimplantar o futuro*
Reinventar a tão esperada esperança...
Ampliar, inexoravelmente, os horizontes
Alargar os espaços, que hoje são tão findos
Difundir no agora, sem o medo: a alegria...
Desvendar o sentido exato da paz!

Indubitavelmente...
Com isso, reconstruiremos
Os nossos sonhos, os sorrisos,
Até aquele beijo roubado.
Todos renovaremos os espíritos
Sem distinção, pois aqueles que crêem
Encontrarão a razão de seguir o caminho...
As pegadas no chão: rumo a rota estelar;
- Deixando a obsoleta matéria à beira do destino!

E definitivamente...
O universo entrará em comunhão,
E a natureza atingirá sua perfeição,
Com uma infinta justiça derramada
Em todos os cantos e rincões da Terra!
Mas nada... Nada disso importa:
Se não nos dermos as mãos,
Se não tiver você em meu coração.


*trecho poema de Fernando Oliveira

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Canto da Terra viajando....







As flores do mal não brotarão


Sob os teus olhos inocentes,


Nem os sacerdotes do medo


Abafarão com seus cânticos

Os hinos de liberdade.

Nem as profundezas da escuridão

Conterão as luzes dos teus olhos:

Plantadores de quimeras.

Seguiremos impassivelmente,

Apesar das inesperadas tormentas

Nesta nave celestial, errante

- Singrando este divino oceano,

Indo de encontro ao porto seguro

Do seu coração de eterna criança.






ROUXINOL DOS CANTOS ESQUECIDOS -POESIA COMPLETA, Luís Antônio Rossetto de Oliveira, poesia brasileira V.Copyright ©2015 – Todos os direitos reservados Índices para catálogo sistemático:1. Antologia : Poesia : Literatura brasileira 869.9108

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Simplesmente aquarelas...







Não serei mais um poeta tolo
Do Terceiro Mundo... Cansei:
Do lápis, da tinta, aquarelas.

Estarei nas asas do tempo:
Onde é infinito o agora
Em todos os idiomas, único...
Quem dera!

Aquarelas, das tintas, do lápis,
Escreverei a língua dos povos
Unidos na foice e no martelo.

Não sou eu poeta louco,
Apocalíptico?
Já vou tarde no tempo,
Quem dera!

O que fizeram do mundo,
De mim, de ti?
Simplesmente aquarelas...

E sigo a voz dos ventos:
Junto as andorinhas
Rumo a infinito...
Em busca do agora!





Marília, Agosto de 1981

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Quando quiseres encontrar o amor!










Quando quiseres encontrar o amor!
esteja altivo e esperançoso...
Num estado sublime de mansidão:
onde estarás preparando o teu coração,
para algo  indecifrável
algo ainda sagrado, intocado
semente ainda fértil da paixão...
Deixe todas as sensações
estar seu ápice, culminando
como uma  eterna erupção.
Lembre-se o amor não brotará
sempre em vosso caminho
Colha-o e guarde-o  profundamente:
O amor vem em raras estações!